Quais são suas prioridades ? Como você age diante delas ?

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AS PRIORIDADES CLARAS E A MODERAÇÃO NO AGIR

“Quando você se volta demasiado para uma coisa, outras coisas ficam de lado.”

A afirmativa parece extremamente óbvia, quando vista de modo rápido e superficial: é claro que se eu priorizo algo, esqueço outros assuntos. Porém, administrar este fato na vida diária não só é complicado, mas requer o uso de toda sabedoria que tenhamos e de mais alguma sabedoria que possamos obter.

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Há vários motivos pelos quais um conhecimento profundo da vida é importante para administrar prioridades pessoais.

1) Em primeiro lugar, ao escolher uma prioridade determinada eu estou contando com a presença de certos fatores auxiliares que me permitem agir do modo desejado. Se eu abandonar estes fatores auxiliares, considerando que são “secundários”, as condições necessárias para buscar a prioridade podem desaparecer sem aviso prévio. Para evitar isso, a prioridade definida deve ser buscada com moderação. É preciso preservar a compreensão do contexto mais amplo e a visão de longo prazo.

Quando permaneço vigilante em relação ao todo, as falsas urgências do chamado “momento presente” não podem apagar em mim o sentido de orientação mais profundo e verdadeiro. Devo olhar a prioridade da vida mantendo a visão de conjunto tanto em relação ao espaço como em relação ao tempo.

2) Em segundo lugar, minhas prioridades externas e visíveis não podem ser facilmente reduzidas a uma só. Digamos que a meta central seja a sabedoria eterna. Todos os que alguma vez tentaram com seriedade trilhar o Caminho espiritual sabem que ele é internamente Um e sempre o mesmo. Porém, externamente o seu aspecto muda a cada passo real que damos à frente.

As oportunidades que temos e as armadilhas que enfrentamos mudam todos os dias no seu aspecto visível. Também neste segundo ponto a vigilância, a atenção e a compreensão dos acontecimentos são mais importantes do que a mera intensidade do esforço feito. E o que possibilita a atenção e a vigilância é precisamente o ritmo moderado e estável do trabalho.

A moderação excessiva leva à rotina e ao acomodamento. Portanto, quando se fala em moderação, é preciso lembrar que isso inclui uma visão dos riscos e dos perigos envolvidos no esforço, sendo um deles o excesso de conforto, e o outro, o excesso de instabilidade.

A moderação permite ouvir a voz da alma, localizada acima da consciência verbal. O olhar do eu superior vê o todo e harmoniza as partes, combinando corretamente ambição e humildade, coragem e cautela, compromisso com a meta e capacidade de renunciar.

A moderação torna mais fácil observar os erros, lembrar do ideal, corrigir as falhas, revisar as metas, renovar as energias e sobretudo manter o bom senso.

Por: Carlos Cardoso Aveline, tem vários livros publicados em português, e um em inglês. Centenas dos seus artigos foram publicados em grande número de publicações, em papel e online, em inglês e português. Ele ingressou no movimento teosófico em 1980, e é um dos fundadores da Loja Independente de Teosofistas. Carlos é atualmente o editor-geral dos websites www.FilosofiaEsoterica.comwww.HelenaBlavatsky.netwww.HelenaBlavatsky.org e www.CarlosCardosoAveline.com, entre outros. Ele também edita as revistas eletrônicas mensais “O Teosofista” e “The Aquarian Theosophist”.

Foto: http://www.vivadeproposito.com.br

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