A luta diária das mulheres em Ceilândia. Você se identifica com isso?

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Meu vizinho me deixa na primeira parada, onde tomo o ônibus circular rumo ao terminal do metrô. Tenho pressa. Todos têm pressa.

O ônibus está lotado. São mães com seus bebês recém-nascidos, mulheres, homens, idosos, jovens. Fico a imaginar como seria a rotina dessas pessoas, qual luta diária elas enfrentam para terem um mínimo de dignidade na vida, na busca pela sobrevivência de todos os dias.

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Para quem não conhece, no Sol Nascente falta estrutura urbana, saneamento básico. As ruas são tomadas por buracos, com lixos acumulados nas ruas, falta rede de esgoto. Ou seja, é uma cidade largada, alijada da presença do Estado. Com esses pensamentos brigando na cabeça, lembro que estamos em ano de eleição, e que esse lugar carente de políticas públicas, mais uma vez, será palco e palanque para muitos políticos com suas promessas e garantias, cuja maioria delas certamente não se cumprirão. Não tenho dúvidas que pessoas que nunca olharam para a dor dessa gente estarão se aproximando para a busca do voto. Unicamente. Para a realização de projetos políticos pessoais.

FAVELA SOL NASCENTE/ESPECIAL

Como pertencente à vizinhança desta comunidade, não posso aceitar de forma alguma que essa situação se perpetue. Se depender de mim, essa realidade mudará. Estarei fazendo o bom combate, na luta por melhores condições de vida para todas e todos, dialogando com homens e mulheres, seja na cidade ou no campo. Se depender de mim, candidatos (as) que não vivem e/ou sentem a dor dessa gente, não terá meu apoio nem dos moradores daqui. Estarei atenta. Participarei efetivamente desse processo ativamente.

É preciso dar um basta. Chega de o povo pobre ser usado como massa de manobra. Chega de eleger pessoas que só aproveitam dos menos favorecidos para chegarem ao poder e virar as costas às necessidades do povo. Chega de candidatos descomprometidos com a classe trabalhadora e necessitada de políticas públicas eficientes. Chega! Estarei atenta!

Chego ao meu destino e desço do ônibus rumo à estação Ceilândia Centro. A viagem será longa. Outras reflexões se emendarão a esta, que se somarão as muitas preocupações e a luta por uma qualidade de vida justa e mais igualitária para todas as pessoas. Queremos! Basta de exploração!

Por: Cláudia Farinha, Ceilandense, Mulher, Mãe e Trabalhadora

Foto: Claudia Farinha e Estadão

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