Os primeiros efeitos de uma tragédia anunciada

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A malfada PEC 55, que limita os gastos públicos no Brasil por 20 anos, começa a dar os primeiros sinais explícitos dos prejuízos que trará aos trabalhadores com impactos sem medidas sobre a geração de emprego, renda e para o desenvolvimento do país.

Os órgãos públicos já começaram a diminuir suas despesas com manutenção e custeio da máquina. Quem já pagou a conta? A primeira a ser dispensada foi a “mulher do cafezinho”, pois  os trabalhadores terceirizados é quem nessa ordem irão pagar a conta que não fecha.

Os pagadores da conta amarga e do cruel desmonte, na primeira sequência estão sendo os trabalhadores dos serviços terceirizados aos órgãos públicos sem distinção e seguida virão os servidores e empregados públicos que serão novamente achincalhados como os verdadeiros “marajás” e culpados pelas mazelas e ineficiência do Estado e suas empresas.

Para os descrentes e céticos, a título de esclarecimentos, a Agência Nacional de Águas – ANA  reduziu na sua última licitação quarenta postos de serviço de vigilância, deixando famílias inteiras apreensivas com a possibilidade de perderem seus empregos. Para ser mais exato, isto é só o começo do fim trágico e anunciado aos quatro cantos, que alguns não querem ver e ainda repetem a crença da individualidade reinante, o que eu tenho haver com isso.

Parte dos trabalhadores brasileiros, cegamente, estão apoiando o extremo liberalismo, premissa do Estado mínimo e enxuto que somente investe em saúde, educação e segurança sendo às demais questões do bem estar social perfumaria que se resolve por si só. Enganam-se eles que estão livres dos efeitos desta tragédia. 

Ainda há tempo de despertar e frear a chegada do abismo social iminente e salvar o seu emprego, a sua renda e a sua dignidade. O Estado, principalmente como o nosso, precisa ser forte para induzir o desenvolvimento e o crescimento sócio econômico para fomentar as forças produtivas para que voltem a ter produtos e serviços para o consumo e gerem  emprego e renda.

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Por exemplo, grande parte das atividades de vigilância privada no brasil são destinadas ao poder público em suas diversas esferas. A redução dos números destes e outros postos de trabalho terceirizados em diversas atividades dos órgãos e serviços públicos prestados a população brasileira é umas das faces mais reais do que se descortinam e que mostrará sua cara mais perversa.
Estamos diante dos primeiros, dentre outros, reflexos do congelamentos dos gastos públicos por vinte anos, estipulados pela PEC 55, que trará por consequências as nefastas diminuições dos investimentos públicos, o aumento do desemprego, o aumento da violência e o perigoso desencanto da população diante da inexistência de perspectivas de futuro. Acordar e reagir, enquanto é tempo, há de ser, talvez, a nossa última alternativa.
Clemilton Saraiva 
Cidadão e morador de Ceilândia, DF.
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