“Velha Política” trabalha para emplacar Ibaneis na cadeira de Bolsonaro

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Já se desenha em Brasília, mais precisamente nos gabinetes do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, um cenário para as eleições de 2022. O projeto é ‘Ibaneis Presidente’. A missão foi confiada a marqueteiros que sempre atuaram para promover gente do MDB, PSDB e DEM.

A movimentação atípica no entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) foi identificada há cerca de 15 dias. Nomes influentes no mercado que se convencionou chamar ‘marqueteiro político’, são os responsáveis por transformar uma mistura de Boa Ideia, Cavalo Branco e Lafite Tothscild em presidente da República.

O grupo é encabeçado por Elsinho Mouco, Antônio Lavareda e Marcos Caldas. Dessa tríade fazem parte, em menor escala, Marcelo Piano e Carlos James Abbehusen Neto. Os dois são uma espécie de prepostos responsáveis por viabilizar o ganha pão diário da trindade maior.

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O secretário de Comunicação Social do governo, Welinton Moraes, não tem voz ativa nesse assunto. Junto com seus dois D’Artangnans (Antônio Martins e Paulo Pestana), vão sendo jogados de lado. A tendência é que esses mosqueteiros sejam chutados para escanteio antes que Brasília apague 59 velinhas.

O clima no Palácio do Buriti é de desconforto. Welinton Moraes admite que não tem voz ativa. Guardadas as devidas proporções, um secretário de Estado (como o de Comunicação) tem a mesma força de um ministro com assento na Esplanada dos Ministérios. Mas no caso de Brasília é diferente. O secretário sequer consegue audiência com presidentes de empresas públicas do Distrito Federal. Enquanto isso, na Esplanada, basta um ‘venha cá’. E ai de quem não for.

O incômodo que aflige Welinton tem suas razões. Estatais brasilienses, como o Banco de Brasília e a Terracap, passam por um processo de licitação para verbas milionárias de publicidade. Elsinho e Lavareda vão comandar, via acordos operacionais, as contas dessas empresas.

O orçamento anual para a publicidade do BRB e Terracap gira em torno de 60 milhões de reais. Como uma agência de publicidade fica com 20% do bolo a título de comissão – sem contabilizar produção de vídeos e peças –, os marqueteiros de Ibaneis estão pouco ligando para salários do Buriti. No frigir dos ovos, na ponta do lápis, será uma bolada superior a 1 milhão de reais. Todo mês.

Welinton tem confidenciado a amigos que o clima está quase insustentável. Sem verba própria, sem acesso a dirigentes de estatais, o secretário não tem como promover um governador que anda voando mais que comissário de bordo. A sorte dele é que ainda tem aliados na Câmara. E é para lá, onde dá as cartas, que ele deve seguir de mala e cuia antes de 21 de abril.

Por: José Seabra, site: www.notibras.com

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