Despedida e revolta marcam sepultamento de músico assassinado por militares do Exército

77777777777777777777777777

Comoção, revolta e sensação de injustiça marcaram o enterro do músico Evaldo dos Santos Rosa, assassinado por militares do Exército em Guadalupe, no Rio de Janeiro, no domingo (07). Ele foi enterrado no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, Zona Norte da cidade, após a família ter que esperar por uma vaga para realizar o sepultamento. As mãos de Evaldo, conhecido como Manduca, que provocavam a vibração do cavaco, para embalar as noites em bares e eventos cariocas, foram cravejadas por balas disparadas por homens do Comando Militar do Leste.

1111111111111111111111111111111111

Ao todo, 80 disparos atingiram o carro em que ele estava com a família. O filho, a mulher e uma amiga da família que estavam no banco de trás conseguiram correr, assim como o sogro, no banco do carona. No entanto, ele, que dirigia o veículo, não teve tempo nem mesmo de clamar pela vida. Inicialmente, o Exército informou que os soldados reagiram a “injusta agressão”, após serem alvos de disparos.

Mas essa alegação logo se demonstrou inverídica, após realização de perícia da Polícia Civil. Luciana dos Santos Nogueira, mulher de Evaldo, disse que ao pedir que os atiradores socorrem o marido, eles reagiram com deboche. A Juíza Federal da Justiça Militar da União, Mariana Queiroz Aquino Campos, determinou a prisão preventiva de 9 dos 12 soldados que participaram da ação. O governo federal se manteve calado por três dias. Até que o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, chamou o caso de “fatalidade” e disse que o presidente não se manifestou sobre o assunto. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse que a situação é “lamentável”, mas que “pode acontecer”.

Por: Renato Souza, jornalista brasiliense, em sua rede social, foto: Sérgio Moraes/Reuters.

CSS

Add your Biographical Info and they will appear here.

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *