Crimes contra idosos lideram estatística de denúncias na Decrin

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Mais de 63% das denúncias registradas na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) são em decorrência de abuso contra idosos.

Criação de Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) tem facilitado o registro de casos que ferem os direitos dos maiores de 60 anos.
Criação de Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin) facilitou o registro de casos que ferem os direitos dos maiores de 60 anos. Foto: Dênio Simões/Agência Brasília-7.4.2016

Em 2016, a unidade recebeu 278, das quais 176 violavam algum direito dos maiores de 60 anos. As ocorrências criminais contra esse segmento também registraram taxa alta. Dos 183 casos notificados, 61 eram contra pessoas da terceira idade, o que representa 33,3% do total.

Neste ano, de janeiro até essa terça-feira (13), a delegacia atendeu 60 comunicações de crimes contra o idoso. De acordo com a delegada-chefe da Decrin, Gláucia Cristina da Silva, a criação de uma unidade especializada facilitou o acesso à denúncia, mas o número não representa a realidade.

Gláucia relata que a maioria das queixas decorre da violência cometida pelos próprios filhos e, por isso, os registros são mais complicados. “Muitos se sentem enfraquecidos e não querem denunciar, pois a relação afetiva com o agressor é grande”, explica a delegada. “Os tipos recorrentes são por ofensa moral e financeira.”

“Muitos se sentem enfraquecidos e não querem denunciar, pois a relação afetiva com o agressor é grande”Gláucia Cristina da Silva, delegada-chefe da Decrin

O quadro de agressões registradas pela delegacia segue o mesmo em relação ao perfil de denúncias feitas na Central Judicial do Idoso, canal criado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios em parceria com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Com o objetivo de atender às reclamações de violação de direitos, a central computou 2.601 casos em 2016 — 283 de violência. A maior taxa foi a psicológica, com 106 registros, seguida da financeira (94) e da de negligência (55).

Em algumas ocorrências, a vítima sofria mais de um tipo de agressão. Segundo os dados da central, as mulheres sofreram mais — 157.

A região administrativa com maior número de casos de violência atendidos pela central em 2016 foi Ceilândia (42), seguida do Plano Piloto (30) e de Samambaia (22).

Violência contra idosos

As denúncias de crimes contra a pessoa idosa podem ser feitas na Decrin, que fica no Complexo da Polícia Civil (ao lado do Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek), pela Delegacia Eletrônica ou pelo Disque 197.

População de idosos cresce no País

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram um aumento significativo da expectativa de vida dos brasileiros. A estimativa é que até 2020 a população de idosos no País chegue a 25 milhões.

2.601Total de casos de violação de direitos denunciados em 2016 na Central Judicial do Idoso

No Distrito Federal, a taxa de pessoas com 60 anos ou mais já soma 15%, de acordo com a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2015, divulgada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan).

Em vista dessa projeção e do aumento de denúncias de violações, a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos promove ações que buscam combater e preservar a integridade de cidadãos nessa faixa etária.

Entre as unidades de apoio oferecidas pela pasta estão os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que atendem famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, tais como: violência física, psicológica ou sexual.

Já a Central Judicial do Idoso tem uma equipe multiprofissional que faz todo o suporte psicossocial para as vítimas.

O acolhimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas, no 4º andar do Bloco B do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, no Setor de Indústrias Gráficas.

EDIÇÃO: VANNILDO MENDES

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