Janot afoga suas mágoas em um boteco de Brasilia

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Trabalhei por muitos anos como chefe do cerimonial de um tribunal federal. Lembro dos nossos jovens juízes e juízas federais, principalmente aqueles que estavam lotados em pequenas cidades, me relatando que evitavam até mesmo tomar uma cerveja com a família ou amigos num restaurante, pois a cidade já começava a falar e então procuravam se privar desses momentos e manter uma postura de acordo com o esperado para a sua função pública.

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Agora vejo essa foto do encontro do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot e um advogado da JBS – Friboi de Joesley Batista,  e lembro daqueles jovens que sacrificaram a sua vida social e familiar. Ali está, nada mais nada menos, do que a autoridade máxima do Ministério Público, escondida entre engradados de bebida e por óculos escuros, conversando com o advogado de quem lhe coube denunciar. Então, pergunto: cade a famosa e necessária “liturgia do cargo”, onde está a dignidade, a conveniência, o bom senso?

Por: Andréa Ghisi, Jornalista

Foto: Site o Antagonista

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